Instalação interativa
Canto Insurgente
Uma instalação que revela canções de resistência por meio do movimento.

- Formato
- Câmera e projeção
- Interação
- Movimento corporal
- Tecnologia
- p5.js no navegador
- Estado
- Protótipo funcional
Movimento em troca de um verso.
Sete canções ficam escondidas em uma névoa de partículas projetadas. Elas estão presentes o tempo todo, mas dispersas demais para ler. O movimento sustentado de um corpo condensa o campo até o verso se tornar legível.
O ciclo da obra
A frase existe antes de poder ser lida.
Cada estado transforma o mesmo sistema de partículas. A presença inicia o acúmulo, a energia sustenta a leitura e o verso retorna ao fluxo antes da próxima canção.

Repouso
ContínuoA névoa atravessa a tela e mantém o primeiro fragmento latente. Existe atividade suficiente para convidar à aproximação, sem revelar a frase.

Acúmulo
Cerca de 12 sDireção e intensidade alteram o campo. O matiz nasce do sentido do gesto e o brilho responde à velocidade do corpo.

Revelação
7 a 9 sAs partículas encontram os pontos que formam as letras. O rastro encurta e a matéria visual se organiza em uma frase legível.

Dissolução
2 sA atração cai e cada ponto volta a ser fluxo. A frase não desaparece de uma vez: ela se desmancha em movimento.
No espaço
O corpo faz parte da imagem.
Câmera e projetor cobrem a mesma área. A imagem é espelhada para que o gesto e sua resposta ocupem o mesmo lado, enquanto o projetor elevado mantém a sombra abaixo da faixa de leitura.

Estudo visual gerado por IA, não registro fotográfico da obra montada.
Uma coreografia entre presença, energia e memória.
A obra foi desenhada para continuar viva mesmo sem interação. Se a câmera deixa de responder, a névoa permanece em movimento. Quando alguém entra, o sistema reconhece esforço e transforma presença em leitura.
- 6.000
- partículas
- 5.000
- pontos por fragmento
- 60
- quadros por segundo
- 14
- telas de verso
Um canto que não se entrega a quem apenas passa.
Para ler, é preciso permanecer e mover o corpo. A resistência deixa de ser tema e passa a ser condição da experiência.